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2 de janeiro de 2015

Quer saber o que falta para me fazer feliz?



Eu acho que vocês vão gostar bastante desse capítulo, curtam muito, beijinhos.

Nome do Livro: Indefinido
Autora: Emily Oliveira
Gênero: New Adult (contém sexo e palavrões por ser um NA)

Capítulo 7




Atualmente...


    - Eu sei, por isso temos que ver o que vamos fazer com o grêmio. Ano que vem, vai ter outra chapa então temos que sair com classe.

    - Eu tenho uma ideia podíamos pegar toda a parte de terra livre e criarmos uma horta. – Yanne disse, levantando a mão.

    - É uma boa ideia, todo mundo concorda? - perguntei

Todos assentiram. Eu era a presidente do grêmio, originalmente  quando cheguei aqui Paola, a Presidente que depois virou uma grande amiga, me convidou para o grêmio como suplente da Vice mas a tanto a Presidente como a Vice saiu e eu que tive que assumir o posto, faltava apenas quatro semanas para acabarem as aulas, então tínhamos que agir rápido ou perder um pouquinho das férias, eu assumi então pretendo fazer com que isso funcione.

    - Já que todo mundo está de acordo, veremos depois os horários para nos dedicarmos as hortas, mas por hora estão liberados. – disse em um tom profissional.

Depois que todos saíram estava apenas eu e meus pensamentos, após meus pais terem se separados, mãe se mudou para a casa da minha vó em Pernambuco, em uma cidadezinha pequena mais bem importante, Petrolina, percebo que ela está mais feliz mas eu queria que ela fosse para a igreja com mais frequência, como não tinha nada para fazer mais então fui pra casa.

      - Tchau, Drica, até amanhã! – falou Alex.

      - Até.

 Sai pelo portão da escola e voltei a me perder na minha cabeça, eu não conseguia tirar ele da cabeça depois de tantos meses eu não consigo me livrar de Raphael, ás vezes ligo para a Ali e ela diz que ele parece sentir minha falta também, depois de tudo que aconteceu e do que não aconteceu era meio difícil esquecer ele e olha que eu tentei, agora eu tenho que focar na igreja, hoje tinha ensaio do conjunto, as aulas de canto que tive com Raphael tinha servido para uma coisa boa. Então fui o caminho aquecendo minha voz nunca me importei com o que os outros pensam sobre mim então sai pela rua fazendo todos os exercícios que Raphael tinha me ensinado, menos o besourinho nunca soube fazer isso, meu Deus, eu tinha dito que não iria me apaixonar novamente mas ele conseguiu mudar isso.



                                                            -xxxxx-



Foi antes dos meus pais começarem a brigar de verdade, antes de a minha mãe descobrir o que eu tinha visto, eu e Rafa havíamos continuado com as aulas de canto, e então começou a me ensinar a tocar violão amava essas aulas fazia ficarmos bem pertinho um do outro quando ele ia me ensinar onde colocar os dedos para fazer os acordes.

   - Você acharia estranho eu te convidar para um café? – disse ele, senti um tom de medo em sua voz, talvez ele achasse que eu fosse negar.

   - Só se for um Starbucks. – falei, muito animada.

   - Fechado, podemos ir quando eu terminar essa aula?

   - Aham – concordei, balançando a cabeça.

   - Te vejo daqui a pouco.

Nem respondi estava feliz demais, as meninas sabiam que rolava alguma coisa entre nós dois mas eu nunca confirmei, e eu achava melhor não, nossa diferença de idade podia causar problemas para ele, disse a elas que eu tinha umas coisas para fazer antes de ir e elas nem questionaram. Esperei vinte minutos até ele terminar a aula.

    - Podemos? – disse ele, oferecendo o braço.

A última vez que aconteceu isso não deu em nada que preste, mas eu não ia pensar em Jake agora, então aceitei o braço dele. Chegamos em seu carro, um Honda Civic prata.

    - Me fale um pouco sobre você, cor preferida? Tem irmãos? Sonhos?

    - Azul, tenho um irmão mais novo e os meus sonhos? Fazer faculdade em Stanford – soltei uma risada – mas o que realmente eu quero é fazer algo marcante e ter um romance épico, eu sei que é idiotice mas...

    - Eu não acho que seja idiotice, na verdade são sonhos muito bons, a maioria das garotas que conheço querem coisas fúteis, você não e isso é bom!

    - E você, quais são os seus sonhos? – perguntei.

    - Conhecer o mundo e assim como você encontrar alguém que valha a pena lutar.

Fiquei pensando por um tempo, não sabia o que falar então não disse nada. Será que ele realmente era um cara legal, o oposto de Jake? Só poderia descobrir dando uma chance pra ele. Quando chegamos no shopping, onde eu sabia que tinha uma lojinha dedicada ao Starbucks, ele foi muito fofo, abriu a porta do carro e puxou a cadeira para eu sentar, ganhou pontos por cavalheirismo.

     - Vai querer o que? – ouvi a garçonete de cabelos ruivos e olhos verdes, realmente muito bonita fiquei com uma pontada de ciúmes, ela era tudo que eu não era.

     - Eu vou querer um moccacino e um muffin de chocolate – respondi

     - O mesmo pra mim.

A garçonete anotou nossos pedidos e saiu, minha oportunidade para saber como ele podia ser um professor tão novo.

     - Então... você sempre quis ser professor?

     - Na verdade, não. Eu sempre tive muito amor pela música por isso fiz faculdade de música, mas não pretendia lecionar até que me surgiu essa oportunidade no Rosy’s Club ano passado, como eu só teria que lidar com adolescentes, eu topei.

     - Se não fosse adolescentes, você não aceitaria? – perguntei, confusa.

     - Talvez sim, mas eu não sinto que eu seja muito experiente para lidar com outros tipos de pessoas, eu sou muito novo mas acho que você já notou isso. – disse, sorrindo pra mim.

 Assenti, meio envergonhada. Se eu ficasse vermelha de novo, eu me jogaria da escada.

     - Acho que é por isso que eu não resisti à tentação de te chamar pra sair. – agora é definitivo, eu estava vermelha. Merda.

     - Pois é, me convidou para quebrar as regras um pouquinho, ou por quê realmente tem interesse por mim? – o que eu estava falando?

    - Porque você é muito atraente e por sinal, divertida também, não encontro garotas que tenham as duas coisas juntas.

De novo, ele estava falando como se ele só lidasse com garotas metidas e ... ricas, mas ele não era só um professor de música?

      - Ah. – nem se quer lembrava mais do que ele tinha dito.

A garçonete voltou com nossos pedidos e colocou cada um em cima da mesa, estava morrendo de vontade que nem esperei nada só abocanhei o meu muffin e vi que ele tinha feito o mesmo, em seguida tomou um gole do moccacino.

     - Caralho, isso é muito bom! – disse ele, olhando pro copo como se fosse a primeira vez que tinha comido chocolate.

 Comecei a rir da cara dele.

     - Você nunca tinha tomado um Starbucks?

     - Não, por isso não me arrependo de ter te chamado pra sair se eu não tivesse feito, nunca teria tomado isso e não teria tido o privilégio de fazer você rir.

Se ele continuasse a falar essas coisas, eu ia desmoronar. Continuamos a conversar até terminarmos o café, ele pagou apesar de discutirmos que eu poderia muito bem pagar o meu, formos para o estacionamento novamente.

     - Obrigado! – ele falou parando do lado do carro.

Oi?

    - Pelo que? – perguntei.

    - Por fazer eu me divertir um pouco, faz tempo que eu não me sentia assim.

    - Assim como?

    - Vivo... mas quer saber o que falta para me fazer feliz?

    - O que?

Eu não devia ter perguntado, pois era o que faltava para ele me agarrar e me beijar, eu achei que não tivesse um beijo melhor que o de Jake, eu estava errada, esse definitivamente me fazia muito mais, usando suas palavras...viva!

    - Isso – sussurrou em meus lábios arrancando um sorriso meu.

Estava perdida naquele beijo em pleno estacionamento eu e meu professor então ouvi as travas do carro se abrindo, ele abriu a porta do carro e me jogou lá dentro, oh, não! Ele ficou brincando com os meus lábios mordiscando e fazendo carinho com sua língua e usou-a para me chamar pra brincadeira então mordi seu lábio inferior, o que surtiu efeito pois ele pegou meus quadris e me colocou em cima do seu colo ao contrário da minha experiência com Jake, ele passou a mão pelo meu corpo mas nada além da minha cintura e costas, então ele me respeitava? Isso era bom. Ele mordiscou minha orelha e desceu para o meu pescoço, o que me fez soltar um gemido baixinho.

   - Puta que pariu! – disse ele, parando e me tirando do colo dele para sair do carro.

Será que eu tinha feito algo errado, foi ele que começou eu não estava entendendo porque ele tinha decidido parar, ele deu a volta no carro para sentar no banco do motorista e só disse:

   - Preciso te levar para casa!

Depois disso ficamos a viagem inteira calados, já era umas 14:30hrs da tarde até que finalmente chegamos em casa.

    - Pronto, chegamos.

É percebi, mas eu não ia embora sem ter uma explicação!

   - Eu fiz algo errado? – perguntei

   - Claro que não, é só que isso... eu estava quase perdendo a cabeça com você nessa merda de carro, eu não posso, você merece muito mais.

Então era isso, eu não tinha feito nada errado, ele só queria me tratar de um forma especial. Wow, a única experiência que eu tinha, tinha sido totalmente o oposto, ele sabia exatamente como arrancar um sorriso meu e novamente ele tinha conseguido.

    - Então, tchau! – disse sorrindo mas antes de sair dei um selinho nele.



                                                 -xxxxx-



Depois daquele encontro saímos mais vezes, mas agora eu estou a mais de 2 mil quilômetros de distancia dele e o meu conto de fadas acabou, por um erro do meu pai toda minha vida foi drasticamente alterada.

by Emmy

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